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A necessidade de se conceber e revisar permanentemente seus planos de ordenamento territorial caracteriza as regiões mais desenvolvidas do planeta, e desafia as regiões em franco desenvolvimento. O patrimônio de uma cidade ou região, ao mesmo tempo em que a distingue, pode alavancar o seu desenvolvimento desde que os recursos patrimoniais correspondentes sejam devidamente reconhecidos e preservados, empregados com parcimônia e competência gerencial em empreendimentos civis sustentados por políticas públicas ambiental e culturalmente adequadas. O desenvolvimento regional está diretamente ligado à disponibilidade de recursos para a sua promoção, e assim se estabelece um forte vínculo entre os recursos de uma região com o patrimônio correspondente. Por exemplo, o patrimônio industrial e os correspondentes recursos patrimoniais advindos das atividades industriais, agroindustriais, mineradoras, etc., ou o patrimônio hídrico atrelando a arquitetura da água aos correspondentes recursos hídricos, bem como o imenso patrimônio da engenharia, proveniente de equipamentos e instalações responsáveis pela geração e transmissão de energia, agentes de desenvolvimento regional. As múltiplas paisagens da produção caracterizam a face dos mais distintos territórios espalhados pelo planeta. Ao se tratar de patrimônio e desenvolvimento regional há que se ressaltar o importante e crescente papel das redes socioculturais complexas, em especial as redes de cooperação produtiva, que se constituem em agentes proativos dos processos de ocupação e uso do solo, bem como de configuração e ordenamento do território.